22 de abril de 2009

Daqueles dias já distantes



É que não dá, sabe? E eu descubro quando lhe vejo. Sorrisos tensos. Ninguém precisa saber. Ninguém precisa sentir, nem entender. Mas precisando ou não, tem quem sinta. Tem quem saiba. Tem até quem entenda, ou finge entender. Eu acho. É raro, mas deve existir alguém que entenda, sim. As diferenças poderiam até aproximar. Mas não nos sobrou o direito de sermos à exceção da regra.

É como se existisse uma enorme fronteira entre os dois mundos. Dentro de um só mundo. É a tal ‘pedra no meio do caminho’.


Mas hoje dói menos do que poderia doer. E a saudade é só mais uma lembrança que vou deixando pelo caminho. Dia-a-dia.

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