6 de março de 2009

Abstinência

Ah...

A arte de escrever!
arte...?

Talvez seja o que eu quero dizer, mais não artisticamente. Só quero dizer; entende?

É que nem sempre "o que quero dizer" é aquilo que eu digo. e o que digo, por assim dizer, se confunde com o que poderia ser dito, se houvesse necessidade. mas não há. existem outras necessidades aqui. uma lista delas. seria como escrever nomes, um em baixo do outro. e ao lado de cada um deles, pequenas observações. eu tenho os nomes. agora, o que aparecerá na descrição, na definição, não depende só do que eu sinto, do que quero, do que eu acho. dane-se. talvez até dependa mesmo. talvez só dependa disso. mas quem disse que eu sei? quem disse que eu quero saber?

eu não sei. e o que eu digo pode fazer menos sentido pra mim do que pra você(s). e você quase nunca é singular. ela é plural demais. o que existe mesmo, aqui, é vontade, ou a necessidade de escrever. o resto é criação, mesmo não havendo criação. não é preciso entender. pula essa parte. atravessa a rua. e ande.

eu (quase) nunca sei o que quero dizer.
e quando sei, pareço não saber.
porque ninguém parece me entender

e você(s) - o plural é outra necessidade, que talvez só exista pra confundir, mas eu gosto assim - porquê parecer querer o que não quer? o que você quer (ser)?

o amor se transforma em piada sem graça.
as canções têm razão. eu não.

perdão.

2 comentários:

Istael Merli disse...

Não sei, tenho muito mais dúvidas do que certeza, por isso vou dizer sobre minha singularidade, o que pensei ao ler...assim é como se vc não soubesce dizer que é vc mesmo, ou sabe, mas não pode dizer pq vc fica perto do erro, um erro de ser o que não é, cada vez que vc tenta exprimir seus aspectods vc se descobre ou algo novo aparece...então o que vc "que dizer" não precisa ser aquilo que vc diz, basta escrever, se certo? não faz diferença, deixa para os criticos.

fabiohcnobre disse...

Nossa nao entendi nds ...
da pra da um helps.