3 de fevereiro de 2009

s2'

No meio de tantas outras coisas, passo pela sua rua querendo te ver. Mas com medo de te encontrar. E não sobrou tempo sequer pra uma ligação. É que quando você diz Saudades, eu não entendo o que você quer dizer. Saudades de que? Do que não existiu pelo seu medo de arriscar? Pela ausência de coragem para largar uma vida de insatisfações diárias e ao menos uma vez tentar um novo caminho?

Quando você disse, da outra vez, que ela (independente de quem fosse) teria muita sorte, pelos motivos que nós dois conhecemos, pensei que você algum dia se permitiria tentar correr o risco. Porque quando você não conhece o caminho, é claro que há o risco. Mas o risco não seria melhor do que o lugar comum, que nós dois sabemos que já não é lá grandes coisas?

Tudo isso é só pra lembrar que passei por aí numa dessas noites que começam com esperança, e acabam perdendo completamente o sentido.

Mas nada disso deve-se a sua falta, não dessa vez.

Talvez o que eu ainda goste em você, além da sua beleza-que-mora-longe, e as fotografias que guardo comigo, seja a força que você me dá pra escrever.

Um comentário:

Guilherme Conde disse...

As pessoas temem o que não conhecem, isso é fato. Só os poucos e bons tem a capacidade de mudar drásticamente de caminho.

Abrass

Gui''