24 de março de 2011

explOsao



..e foi marcado por tantos desencontros. o seu futuro é voce quem faz! nunca diga nunca. Era uma história-curta. Será...Será..O que Será? Mas a história possui Ele e Ela! numa amizade, ou quase sempre foi assim, mas nessa especialmente hoje, nao vou contar a amizade.

Enquanto ele marca os compassos, alternando as pernas, ela, antes escondida em frases curtas, dança, vestida toda de preto, onde a pouca luz não permite que os olhos se encontrem, mas não as mãos. Que quando separadas, passeiam pelas suas pernas, por pouco tempo.

Ela conduz, sem saber aonde quer chegar. Ele não sabe dançar, mas acha divertido o movimento, singular, que faz com que os corpos se encontrem, assim.

O que antes era tão distante, agora, compartilha o mesmo suor, numa noite.

As luzes confundem o que vejo. No ritmo acelerado do que toca, ela, após dois ou três copos, contrai seu corpo contra o meu. Esperando algum sinal. Que não demora. E a razão deixa-se levar pelas pernas que, compulsivamente, desviam minha atenção. O calor da cena termina num abraço, longo.
entre o que eu faço, e penso em fazer, existe uma ponte de possibilidades distintas. Onde o razoável nem sempre é digno. Por fim, sobra algum caráter e algumas histórias pra contar.

18 de novembro de 2010

sentido (?)

os dias passam, e o que sobra é um vazio-certeza que não vou mais te ouvir no final, contrariando o que dizia aquela música, que por algum tempo falou por nós, que fazia tanto sentido, que foi escolha sua, que eu nem conhecia ainda. Intensidade minha? Maldade sua? Bobeira minha? Correto seu? Nao sei..

o que faz mais falta? difícil dizer ao certo. talvez os planos de dividir o futuro, de transformar nossas vidas mesmo, ou a companhia pra assistir tv, ir ao cinema, teatro, shows, praças, ônibus, abraços. amor. o seu cheiro, seu beijo, as noites de domingo, as pequenas-bobagens-cotidianas, como qual cor você deveria escolher para pintar as unhas. falta você do outro lado. faltam motivos para ficar acordado até às 3 da manhã. falta vontade de levantar antes das 7h.

simples: somos melhores juntos!

vai passar, vai passar, vai passar, eu ouço quase todos os dias, e preciso acreditar, mas ainda dói .

enquanto isso tento ocupar o tempo e o espaço vazio andando por aí, nos passos que se perdem, saindo do cinema, sozinho, depois de meia-noite, assistindo filmes aleatórios, lendo qualquer coisa, trocando de canal repetidas vezes, como se de uma hora pra outra eu fosse encontrar algum sentido maior nisso tudo. TENTANDO ENCONTRAR UM SENTIDO. Não só nisso, mas talvez o que esteja ao redor! E o meu redor durante um tempo foi voce, é voce, não sei, não sei mais, não sei.. Estou apenas tentando encontrar um sentido!

22 de junho de 2010

Hiroshima, 23 de Junho de 2010.

Meu Querido Neto,

Como de costume, escrevo uma carta a você para celebrar seu aniversário. Te desejo muita felicidade e muitos anos de vida, meu querido neto. Ao te ver completar 17 anos e não te conhecer, me entristece imensamente. Mas a carta deste ano, não será como as outras de praxe, pois quero te contar muitas coisas.
Falo com seu pai esporadicamente ao telefone, já que minha desde Agosto de 1945 minha vida nunca mais foi a mesma. Até ao falar esta data, me empenha os calafrios pelo corpo. Minha situação de vida não atingiu o nível que era. Aí do Brasil você já deve ter estudado os acontecimentos que marcaram o mundo, e não menos, marcaram as nossas vidas para sempre.
Seu avô foi afetado diretamente pela radiação da bomba, e não queria ver o resultado disso. Graças ao meu bom Deus, tenho vida para ao menos escrever-lhe esta carta. Quando seu pai me disse que você queria me conhecer pelo menos por foto, entenda que a pedido meu, seu desejo nunca fora realizado. Mil perdoes pela vergonha! Vergonha do que me tornei, do que minha vida foi se tornando, um imenso espaço coberto por tristeza, escuridão e lembranças que luto para esquecer todos os dias até o final do meu tempo. Apenas uma coisa não me envergonha, saber que eu sou mais, sou melhor, do que as pessoas que fizeram este tipo de pecado a humanidade. você deve criar uma pergunta a cada linha lida desta carta, mas entenda que eu também tenho essas interrogativas comigo há quase 65 anos. E não possuo as respostas. Não entendo como um homem busca poder e imperialismo com a destruição da humanidade e com ela seus belos mínimos detalhes. Afinal, então, qual a justificativa de toda essa ganancia ao poder já que ao final, o que resta são apenas destruições e muita, mas muita dor? Talvez essas perguntas não sejam racionalmente respondidas por nós, seres humanos com uma alma um pouco melhor. Mas talvez a justiça Divina cuidará de tudo isso. É o que nos resta acreditar. Que você, meu querido neto, não passe por nada disso.
Choro todos os dias por talvez nunca conhecer meu neto, mas não quero que você venha ver os vestígios desta maldade, nem seus resultados. Mas saiba que você tem um avô que te ama muito, apenas conhecendo sua voz.
Achei que aos seus 17 anos, você entenderia melhor esta situação, por isso resolvi te enviar essas palavras apenas agora.
Rezo também para você ser um homem bom, ter uma alma boa, se não seja como aquelas inesquecíveis cinzas nucleares, levando consigo tristeza e dor por onde passa. Acredito fielmente na sua pureza.

Com muito amor e tristeza,
Seu querido avô.

(texto sobre os 65 anos da tragédia de Hiroshima e Nagasaki)

30 de janeiro de 2010

Subjetivismo



É difícil dizer sobre algo que não se conhece por completo. Afinal, então, é difícil dizer sobre tudo? É!
Difícil sim, mas prazeroso também. Afinal, escrever 4 ou 10 textos sobre a mesma coisa, que nao se conhece inteiramente é prazer! Ou seria teimosia? Ainda tenho minhas DÚVIDAS...

Não dúvidas sobre todo o assunto. Sou cheio de convicções, açoes e principalmente SENTIMENTOS! Puros e maliciosos, delicados e extravagantes! Ou seja, desse que é difícil de se encontrar. Ainda mais em um mundo de hoje, que as vezes me perco em meio de tanta raiva, malandragem, etc e coisas que não quero falar.

Mas quando se vive em mundo assim, e você acha uma pessoa que quer te proteger, ensinar, AMAR, nos damos valor. O NOSSO valor, que talvez pro outro seja mínimo, mas pra nós é o máximo. Quem dirá o errado e o certo?

O lívrio arbítrio é do ser humano. Sempre foi. Quem poderá colocar um fim nisso? Ninguém. Mas respeito deve ser uma de nossas virtudes. Assim como a compreensão. Já que uma das piores coisas do mundo não é ser compreendido. Não compreendido por aqueles que você quer ser.

Promessas, deveriam ser Leis.


"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais."


Apenas me desculpem por não organizar as idéias.
Era necessidade!

18 de dezembro de 2009

Trégua


" Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer. "

A chuva insisti em cair, dia após dia, sem trégua, pausa ou tempo para caminhar sem sujar os pés. O corpo nunca reage bem, nada bem! Os carros passam acabando com o quase silêncio da madrugada de músicas antigas, uma espécie de nostalgia sistemática comum em períodos de frio constante.

Tentativa de proteção em frases curtas, som baixo e roupas que aquecem todo o corpo.

Lembranças desconexas, dores pelo corpo e sono desordenado.

O caminho é longo, sempre, mas eu sobrevivo. Sempre!